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Educação Cristã: o ensino por fases

Público alvo: Professores do Ministério Infantil

criancas

Definições chaves

Desenvolvimento:1 Ato ou efeito de desenvolver. 2 Crescimento ou expansão gradual. 3 Passagem gradual de um estádio inferior a um estádio mais aperfeiçoado. 4 Adiantamento, progresso. 5 Extensão, prolongamento, amplitude. (Michaelis).

Fase: Cada uma das mudanças sucessivas que se notam no desenvolvimento físico e psíquico de uma pessoa ou em certas coisas, fenômenos, situações etc. (Michaelis)

Educar: Ministrar educação a. Formar a inteligência, o coração e o espírito de. Doutrinar, instruir. Cultivar a inteligência; instruir-se. (Michaelis).

Educar: Instruir, informar e esclarecer o entendimento, implantando princípios de artes, ciência, moral, religião e comportamento. Educar bem uma criança é uma das tarefas mais importantes de pais e educadores. (NoahWebster, Webster 1828).

Educação:1 Ato ou efeito de educar. 2 Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disciplinamento, instrução, ensino. 3Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício. 4 Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo. (Michaelis).

Educação: Instrução, formação de boas maneiras. A educação compreende uma série de instruções e disciplinas que se destinam a iluminar o entendimento, corrigir o comportamento e formar costumes e hábitos na criança e no jovem a fim de prepara-los para ações futuras. Para dar às crianças uma boa educação em costumes, artes e ciências, é importante dar-lhes uma educação religiosa. Uma imensa responsabilidade repousa sobre os pais e responsáveis que negligenciam estas funções. (NoahWebster, Webster 1828).

1.    Desenvolvimento humano

O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento orgânico (do corpo) e ao mental (cognitivo, da mente). O desenvolvimento mental é contínuo e se caracteriza pelo aparecimento gradativo de estruturas mentais. Estas estruturas mentais vão se aperfeiçoando e se solidificando até que estejam plenamente desenvolvidas. Algumas destas estruturas mentais permanecem por toda a vida e garantem a continuidade do desenvolvimento. Por exemplo: a motivação (quer seja por necessidade fisiológica, afetiva ou intelectual). Outras estruturas são substituídas a cada nova fase da vida.

A criança não é um adulto em miniatura. Apresenta, a cada fase de seu desenvolvimento, características próprias da sua idade. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo que são próprias de cada faixa etária. Conhecer as características de cada faixa etária, nos ajuda a conhecer a individualidade de cada criança e adolescente. O papel do educador é planejar o que e como ensinar, reconhecendo quem é o educando. Não vamos falar com uma criança de 4 anos como falamos com um adolescente de 14 anos.

Estudos revelam que 85% de nossa personalidade adulta é formada até os 6 anos, a base do caráter até os 9 anos, a identidade espiritual até os 13 anos, habilidades de liderança até os 19 anos. 1/3 da população brasileira ainda é jovem (entre 0 e 19 anos). A responsabilidade que temos, como Igreja, de educar nossas crianças e adolescentes “no caminho em que devem andar” é muito grande. O futuro da Igreja, depende do nosso trabalho “hoje” com esta geração que será a futura geração da Igreja e da sociedade.

O teste PEERS (NehemiahInstitute – USA) avalia a cosmovisão (maneira que enxergamos o mundo) em várias áreas da vida, nos seguintes níveis:

  • Teísmo bíblico – 70 a 100 pontos
  • Cristão moderado – 30 a 69 pontos
  • Humanismo secular – 0 a 29 pontos
  • Socialismo/materialismo – menor que 0

Os dois últimos revelam pessoas totalmente afastadas da fé e crença na Palavra.

Em 2001, pesquisas revelaram que até 2016, as crianças e adolescentes de lares cristãos seriam praticamente de uma cosmovisão “Humanista secular”. A pesquisa de 2008, revela que, até 2016, as crianças e adolescentes de lares cristãos seriam praticamente de uma cosmovisão “socialista e materialista”. Se não trabalharmos urgentemente com nossas crianças com um compromisso espiritual sério e dedicado, as perderemos para o mundo.

Fala-se hoje da Janela 4/14 que compreendem as crianças e adolescentes destas faixas etárias. Luiz Bush, explica em seu livro sobre a janela 4/14, que este é um dos potenciais mais desperdiçados do trabalho missionário e evangelístico. Muitas igrejas (triste pensar na maioria), não colocam o discipulado infantil como um foco importante, mas é o mais receptivo e moldável para o evangelho, e a garantia de uma igreja forte. Até os 16 anos, crianças bem ensinadas, constituirão uma personalidade forte, caráter louvável, fé em Cristo e liderança para o Reino. A maioria das pessoas que decidem seguir a Cristo, decidem isto entre 4 e 14 anos. Não evangelizar e discipular crianças e adolescentes é desperdiçar a salvação de inúmeras vidas.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:19-20.

A ordenança de Cristo é o ensino evangelístico. Isto não inclui apenas adultos. Inclui a todos, inclusive as crianças e adolescentes.

A criança e o adolescentes são bombardeados diariamente pelo mundo globalizado, liberalista, incrédulo, sem moralidade. Aqueles que não estudam em escolas cristãs são bombardeados por filosofias naturalistas (evolucionismo) e humanistas, que tiram o foco da fé e a ridicularizam. Influências tanto dentro como fora do controle dos pais afetam as crianças de forma poderosa. Se a igreja e a família não exercerem um papel marcante, se estes jovens não perderem a fé por completo, não saberão defendê-la com convicção.

 

Fases: A importância de estabelecer uma comunicação eficaz

Para a transmissão adequada do ensino e do Evangelho, é necessário conhecer as características de cada faixa etária e, assim, planejar uma comunicação adequada e eficaz.

  • Da infância à fase Pré-Escolar (0 a 4 ou 5 anos)

Fase da “Mudança”

Em cada aspecto do desenvolvimento, a criança surpreende seus pais com mudanças dramáticas.

As mudanças físicas são incríveis! De um bebê que mal segurava a cabecinha, logo começa a engatinhar, andar, correr, abrir fechaduras… No aspecto social, aprende a estender seus relacionamentos, inicialmente com a mãe, depois com o pai e outros familiares, começa a relacionar-se na escola…

Intelectualmente, aprende a conversar, contar, brincar, ficar séria, ser engraçada. Aprende o que é bom e o que não é bom. Nesta fase aprende a adorar a Deus. E aqui se estabelece sua personalidade.

Observação importante: PRECISA APRENDER QUE É UMA PESSOA SOB AUTORIDADE. Nesta fase, é importante reconhecer que deve obedecer a Deus e aos pais. Efésios 6.1-3. É preciso familiarizar a criança dessa faixa etária com a obediência e a submissão. Este treinamento é contínuo e, bem estabelecido, seguirá por toda a infância. A criança precisa entender que, baseado em Efésios6.1-3, ela deve obedecer não para o bem dos pais ou dos que a cercam, mas para o seu próprio bem. Ministrar a obediência tardiamente é em vão. Adolescentes respeitosos se desenvolvem dos 0 aos 5 anos.

O MODELO É IMPORTANTE! Cada vez mais tem sido difícil ensinar submissão, respeito e obediência em um mundo que pouco se tem modelos disso. Os pais são modelos em casa e o professor é um modelo na igreja, na escola. Quem ensina precisa mostrar que vive o que ensina.

  • Da escola à pré-adolescência (Fase escolar – Dos 6 aos 12 anos) – Período intermediário

Este é o período de tempo em que situamos a infância, é o período entre o início da escola e a puberdade.

São novos desafios aos pais e aos educadores: momentos de rápida independência de escolha e de personalidade. Neste período a criança passa mais tempo fora da supervisão dos pais e é confrontado com experiências que os pais não podem testemunhar e escolher. Passam a desenvolver suas próprias ideias.

A grande questão nesta fase intermediária é a formação do caráter e base da identidade espiritual. A consciência deve ser estabelecida, para que a criança possa saber agir correto, mesmo quando está longe dos pais e de seus educadores. Na fase anterior, ensinando a obediência, contestávamos a rebeldia. Agora, ensinando as bases do caráter, contestamos o comportamento errado, mas não rebelde.

O ensino do caráter deve ir além das atitudes, devem atingir o coração. Moldar o caráter é de dentro para fora, pois o coração determina o comportamento.

“A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio”. Lucas 6.45

A mudança do coração, começa com a convicção do pecado. A convicção do pecado vem através da consciência. E o modelo de caráter é Cristo.

  • Adolescência

Do início da puberdade até a juventude.

- Esta fase é caracterizada por forte insegurança. O adolescente não é criança, nem adulto, sente-se inseguro de como agir.

- Sente-se vulnerável a tudo! O que vestir? O que vão achar? O que meus amigos vão dizer?

- É instável no mundo das ideias. Suas ideias não são completamente amadurecidas.

- É inseguro em relação ao seu corpo. Passa muito tempo diante do espelho.

- Está estabelecendo sua personalidade, quer ser ele mesmo.

- Anos de rebelião. Muitas vezes para estabelecer individualidade. Mas a rebelião tem raízes mais profundas que já estavam ali, só se destacaram mais nesta fase.

Nesta fase devemos ensinar o TEMOR A DEUS. Provérbios 1.7. Viver no temor a Deus quer dizer que devemos viver conscientes que prestamos contas a Ele. Ele é Deus e o adolescente é uma criatura. A pressão dos colegas é viver no temor dos homens. Isto não é liberdade, mas prisão.

Devemos ensinar a ACEITAR O ENSINO DOS PAIS. Provérbios 1. 8,9.

  • Conclusão
  1. Da Infância à fase Pré-Escolar: Ensine a obediência (Base da personalidade)
  2. 2.    Na fase escolar: Ensine o caráter (Base do caráter e da identidade espiritual)
  3. Na adolescência: Ensine o temor a Deus (Consolidação da fé e da liderança)

 

BIBLIOGRAFIA

BOCK, Ana M. Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes T. Psicologias:

uma introdução ao estudo de Psicologia. Saraiva, São Paulo, 1997.

TRIPP, Tedd. Pastoreando o coração da criança. Editora Fiel, S.J. dos Campos, 2002.

Dicionário Michaelis Online. http://michaelis.uol.com.br

Bíblia Online Net.http://www.bibliaonline.net/bol

Webster 1828. http://1828.mshaffer.com

 

juliana

Miss. Juliana Bezko

Líder da SEMEIAFÉ, pedagoga e psicopedagoga clínica

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